quinta-feira, 22 de março de 2012

Você é bilíngue?


Você provavelmente já ouviu alguns desses comentários: pessoas bilíngues são raras e têm igual e perfeito domínio sobre as línguas que conhecem; bilíngues de verdade são aqueles que aprenderam as línguas quando criança e as falam sem sotaque; bilíngues são tradutores natos; alternar entre duas ou mais línguas numa mesma conversa é sinal de preguiça; todos os bilíngues são bi-culturais; o bilinguismo vai atrasar ou causar efeitos negativos no desenvolvimento de uma criança.
Esses são alguns mitos que o professor emérito François Grosjean desmitifica em seu livro Bilingual: Life and Reality (Harvard University Press, 2010). Como um especialista no assunto ele já percorreu a Universidade de Paris, Universidade de Northeastern (Boston), MIT e ultimamente leciona e pesquisa na Universidade de Neuchâtel, Suíça.
Grosjean chama a atenção de que muitas vezes não nos damos conta de que o bilinguismo é um fenômeno muito comum e está presente na maioria dos países do mundo, percorrendo todas as idades e  todos os grupos sociais. Atualmente, estima-se que metade da população mundial é bilíngue. Tomemos como exemplo o Brasil: calcula-se que existem em torno de 180 línguas utilizadas no país, a grande maioria línguas indígenas, mas esse número também refere-se a imigrantes e descendentes de imigrantes que utilizam sua língua cotidianamente em sua comunidade. Exemplo disso é o pomerano, um dialeto alemão utilizado em Pomerode, um município de Santa Catarina.
            Para elucidar algumas questões, o professor explica que muitas vezes as pessoas consideram o bilinguismo a partir da questão da fluência que o sujeito tem de uma língua, enquanto que atualmente se pensa esse conceito relacionando-o ao uso:
            O alcance de quem pode ser considerado bilíngue aumenta consideravelmente quando nos concentramos no uso da língua. Num extremo concebemos bilíngue o trabalhador imigrante que pode falar com alguma dificuldade a língua do país em que vive. E no outro extremo, temos o profissional intérprete que é fluente em duas línguas. Entre esses extremos encontramos cientistas que leem e escrevem artigos numa segunda língua mas que raramente a falam, a mulher do imigrante que interage com suas amigas em sua primeira língua, o membro de uma minoria linguística que utiliza sua primeira língua apenas em casa e a língua da sociedade em que vive para todos os outros domínios, a pessoa surda que utiliza a linguagem de sinais com seus amigos mas que utiliza outra língua (geralmente na forma escrita) com uma pessoa que ouve, e assim continua. Para além da grande diversidade entre essas pessoas, todas elas têm algo em comum: elas conduzem suas vidas em duas ou mais línguas. (François Grosjean, tradução minha)
            Em suas discussões Grosjean aborda a angústia de famílias que querem criar seus filhos como bilíngues. Segundo ele, o que é relevante para a manutenção de uma língua é atentar para questões como a quantidade de exposição às línguas que queremos transmitir e manter, a necessidade do uso delas e a natureza dos recursos que utilizamos para a transmissão e manutenção.
            É a necessidade de interação com as pessoas no cotidiano (falar, brincar, cantar, ouvir, ler) e não a imposição dos pais que determinará o desenvolvimento de uma língua. Grosjean aconselha criar situações em que os interlocutores das crianças não conheçam a outra língua. Pensemos como exemplo os pais que vivem nos EUA e estão preocupados com a manutenção do português, eles podem aproveitar as viagens ao Brasil, a visita de parentes, as conversas por telefone ou por skype com brasileiros para expor as crianças a situações monolíngues, isto é, em que elas necessitem procurar recursos para se expressar em português sem fazer empréstimos do inglês. No cotidiano de uma pessoa bilíngue os empréstimos são comuns, mas será vantajoso criar circunstâncias em que as crianças em que atuem como monolíngues.
Para os filhos adolescentes, Grosjean incentiva que os pais abordem o tema bilinguismo acatando as angústias e buscando esclarecer as situações vividas. Afinal, em grande parte dos EUA o bilinguismo é um fenômeno vivido cotidianamente, às vezes de forma conflituosa, outras, em que as riquezas dos intercâmbios culturais são valorizados e aproveitados.




quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

PALAVRA Curso de Português Língua de Herança


A Palavra Mágica
Certa palavra dorme na sombra
de um livro raro.
Como desencantá-la?
É a senha da vida
a senha do mundo.
Vou procurá-la.

Vou procurá-la a vida inteira
no mundo todo.
Se tarda o encontro, se não a encontro,
não desanimo,
procuro sempre.

Procuro sempre, e minha procura
ficará sendo
minha palavra.
Carlos Drummond de Andrade in Música de Fundo

Português Língua de Herança, Português Língua Segunda (L2)
        
Uma língua é um elo social de comunicação, ao mesmo tempo em que é um elo de identidade cultural e étnico. A Língua Segunda ou de Herança é uma língua que circula com restrições, limitada a um grupo social ou ao ambiente familiar, e que convive com outra(s) língua(s) que circula(m) socialmente nas mídias ou instituições.


·      Pressupostos pedagógicos

A língua não é um código a ser decifrado, mas um meio de representação a ser apropriado para a expressão da identidade e para a participação nos discursos utilizados pela sociedade. Nesse sentindo, proponho que o ensino-aprendizagem da língua portuguesa de herança faça conhecer, interpretar, usufruir e produzir as modalidades dos discursos. Os materiais variarão entre os registros formal e informal e utilizarão diversos suportes visando o desenvolvimento da fala, leitura e interpretação de objetos culturais brasileiros. Para isso, utilizarei bens culturais como literatura, música, artes visuais, dança, folclore, entre outros. 

Se você deseja que seu filho mantenha o Português e desenvolva as habilidades de leitura e escrita por meio do conhecimento da cultura brasileira, vamos conversar!
idestro@yahoo.com.br

sábado, 10 de dezembro de 2011

A MALA


(Este texto foi publicado pelo jornal Gazeta Brazilian News no dia 09 de dezembro de 2011)


Um dia, uma professora inexperiente, porém inquieta por atiçar a fagulha do prazer de ler em seus alunos, comprou uma mala. Nela, colocou os livros de poemas que mais gostava de ler e partiu para a sala de aula. Lá chegando disse: - Aqui compartilho aqueles que eu leio por prazer. Desafio encontrarem pelo menos um poema de que gostem e queiram compartilhar também.
O que aconteceu, não sabia explicar, mas naquele dia os alunos abriram os livros curiosos. Uns conversavam sobre o que liam, outros procuravam em silêncio, mas todos, sem exceção, liam poemas.


            Esta crônica representa uma ideia simples, poderosa e que todo mundo sabe: ler é bom. Porém, o que é novo na atitude da inquieta professora é que muitas vezes, nós, pais e professores, geralmente falamos sobre como ler é bom, mas quantas vezes oferecemos um livro interessante para que nossos filhos e alunos leiam por prazer, livremente?
Nas últimas décadas, há muitas pesquisas que comprovam as vantagens da leitura livre para o desenvolvimento das habilidades de ler e escrever, da manipulação da gramática e do vocabulário, como também para todas as tarefas que exigem interpretação. Essas vantagens são percebidas na aprendizagem da língua materna ou de uma segunda língua, em crianças e em adultos, quando passam a ler livros livremente, por prazer.
As pesquisas também mostram que é desnecessário dizer para crianças e jovens que ler é bom, a massiva maioria concorda e, criadas as circunstâncias, eles lerão. A tarefa que nos cabe então é criar a circunstância (que se tornará um círculo vicioso): dar acesso a livros interessantes e deixar que leiam fará com que queiram ler mais.
Agora, pensemos o quanto isso pode ser vantajoso no ensino da língua de herança para nossos filhos e alunos. No entanto, aqui, a questão do acesso torna-se ainda mais problemática e desafiadora para p)﷽﷽﷽﷽﷽﷽﷽﷽riar umlerão. A tarefatura infantil parentes. Sempre que me perguntam que presente dar a meus filhos eu respondo, livrais e professores.
Além de comprar livros em todas as viagens ao Brasil, uma solução que encontrei para alimentar minha pequena biblioteca em língua portuguesa são as visitas de parentes. Sempre que um parente que vive no Brasil me pergunta qual presente dar a meus filhos eu respondo: literatura infantil (de qualquer país), mas em língua portuguesa.
Mas também poderíamos encarar o desafio do acesso coletivamente, como uma comunidade. Primeiro, criar formas de fomentar as bibliotecas das escolas que nossos filhos frequentam com livros em nosso idioma; segundo, criar bibliotecas comunitárias em língua portuguesa, que podem, inclusive, ser móveis e viajarem por aí, como se fossem gigantescas malas de livros.
Ler é bom porque as palavras precisam ser preenchidas por nossa imaginação. Ler é bom porque é prazeroso envolver nossas sensações em um outro ser e estar que não tem os limites da nossa realidade. Vamos fazer nossas malas?

·      Se você quiser ler uma pesquisa sobre a leitura livre:

Stephen D. Krashen. The Power of Reading: Insights from the research. USA: Libraries Unlimited.

·      Podemos também utilizar os novos suportes (computadores, tabletes e telefones) para oferecer bons livros para nossos pequenos leitores. Confira:


segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Nossa língua, que herança?


Confira neste link o terceiro artigo que escrevi para o Gazeta Brazilian News.

http://gazetanews.com/colunas/nossa-lingua-que-heranca-nosso-idioma/

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Entre dois Mundos (novo texto no Gazeta Brazilian News)


Como muitos imigrantes nos EUA, os brasileiros comumente vivem entre dois mundos: o privado, em que falam português e no qual tentam preservar alguma identidade cultural, e o público,  em inglês. Dessa forma, muitas famílias preocupam-se com a habilidade de seus filhos em manipular a língua portuguesa, sejam eles nascidos no Brasil ou não. É uma questão de identidade, de preservação dos laços familiares e de oportunidades futuras.
Nós, pesquisadores, chamamos de Língua de Herança essa língua que circula com restrições, limitada a um grupo social ou ao ambiente familiar, e que convive com outra língua predominante que circula socialmente em mídias e instituições.
  É muito comum os falantes de herança” aprenderem o vocabulário utilizado no ambiente familiar e, quando não recebem instrução formal, delimitarem-se apenas ao conhecimento desse registro oral. Para desenvolver a capacidade oral e escrita em vários registros linguísticos diferentes, incorporando traços de uma variante linguística de prestígio, é preciso receber instrução.
            Geralmente, após iniciar a imersão escolar em inglês observamos uma mudança na língua dominante de nossos filhos. A língua maternal, no nosso caso o português variante brasileira, passa a ser menos utilizada e torna-se a “língua fraca”. Essa situação se acelera quando os pais acreditam que falando inglês com seus filhos, ajudarão no bom desempenho deles na escola. É importante sabermos que nas pesquisas realizadas aqui nos EUA, essa crença parece não se mostrar verdadeira: o fato de os pais falarem inglês com seus filhos não garante que eles tenham melhor desempenho escolar, no entanto isso contribui para que nossos filhos percam sua língua de herança.
            Os estudos indicam que é melhor que os pais mantenham a língua materna, pois como eles a conhecem melhor (geralmente possuem habilidade linguística de nativos), podem proporcionar um contato mais rico e mais elaborado com essa língua que dominam. Preservar a língua do mundo familiar é uma questão de identidade, mas também de criar oportunidades para as crianças continuarem o desenvolvimento cognitivo e emocional (autoestima) em sua língua de herança.
            Viver entre dois mundos linguísticos requer cuidados, mas é importante lembrarmos que uma língua não é uma disciplina escolar, é um objeto cultural que faz comunicar, criar intercâmbios. Aproveitemos as oportunidades para enriquecer o contato com o português em nosso mundo familiar ao utilizá-lo em sua função concreta de estabelecer relações: escrever um bilhete, ler um jornal, comentar um programa de televisão, etc.
            De forma criativa e alegre, vamos procurar oferecer textos de vários contextos e registros e utilizá-los para conversas e brincadeiras com nossos filhos?  


http://gazetanews.com/colunas/entre-dois-mundos-nosso-idioma/

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Os falantes invisíveis




Somos 300 mil brasileiros na Flórida, segundo relatório de 2010 do Ministério das Relações Exteriores (Brasil), e uma das nossas necessidades é a ampliação da oferta do ensino de português para nossos filhos nas escolas. Como educadora e pesquisadora, tomei a questão como um desafio e iniciei uma pesquisa sobre falantes de português nos EUA.
Debrucei-me sobre dados recentes do U.S. Census comparando-os com o relatório “Brasileiros no Mundo” do Ministério das Relações Exteriores (Brasil). A disparidade entre eles é intrigante.
Havia, segundo o censo americano, 661.437 falantes de português vivendo nos EUA em 2008. Esse número refletiria os falantes de português provindos de todos os países: Portugal, Brasil, Angola, Cabo Verde, Timor Leste, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe. No entanto, segundo o relatório do MRE de 2008, a estimativa apenas de brasileiros era de 1.278.650 (número baseado em serviços prestados pelos postos consulares). No último relatório do MRE seríamos atualmente 1.388.000 brasileiros nos EUA.
Por que tantos falantes de português não aparecem na contagem americana? Uma implicação direta dessa invisibilidade é a significativa falta de escolas que oferecem o português como programa complementar ou como educação bilíngue.
Considero algumas hipóteses para explicar essa invisibilidade intrigante. Uma, é de que muitos brasileiros não participam do Censo americano por medo de que seus dados sejam revelados. O que dizer a esses brasileiros? Os dados do Censo são protegidos por leis rigorosas e esse medo mostra-se irracional.
Levanto ainda a hipótese de que alguns falantes de português não se classificam corretamente ao responderem à pesquisa. o se classificam corretamente ao responderem a folhaorreta. jam revelados. Mas sabemos que os dados do Censo sPrimeiramente porque os brasileiros não representam uma categoria clara e acabam misturados à classificação de Hispanic or Latino na folha de respostas. A segunda questão é que muitos falantes de português classificam-se erroneamente no critério “língua falada em casa”.
Sim, desde criança nos ensinam que somos integrantes da América Latina, mas para o Censo americano a categoria Latino refere-se aos povos de cultura espanhola. Portanto, quando nos assinalamos como Hispanic or Latino na folha de resposta, estamos deixando de ser contados como um povo que pertence à cultura dos falantes de português.
A outra hipótese para explicar porque somos invisíveis nos EUA é de que muitos falantes de português marcam incorretamente a opção “língua falada em casa” . Na folha da pesquisa americana aparece a opção língua indo-europeia”, na qual se encaixa o português. Mas acredito que muitos se classificam na opção “outras”. A implicação disso tudo: nossos impostos não se destinam para escolas oferecerem o ensino de português.
Nossos filhos apenas desenvolverão a capacidade plena de usar a língua portuguesa em seus diversos registros se receberem instrução. É preciso organizar grupos e mostrar essa necessidade nas escolas de nossa região. Somos muitos, mas somos minoria. Nossas necessidades precisam ser contempladas, mas primeiro, precisamos nos tornar visíveis e nos fazer ouvir. 

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Novo espaço entre dois mundos


Oi pessoas que vivem entre dois mundos: o privado, em Português, e o público, em Inglês…
Compartilho com vocês mais um espaço em que iremos discutir o ensino de Língua Portuguesa fora do Brasil... A partir das próximas semanas, a AOTP (American Organization of Teachers of Portuguese) passará a contribuir para o novo site do Gazeta Brazilian News (gazetanews.com) com dicas, reflexões e informações sobre a promoção da língua portuguesa. Abordaremos a questão que acompanha muitas famílias que criam seus filhos fora do Brasil: como manter a língua e cultura brasileiras paralelamente à educação dos filhos?
Como parte da diretoria da associação, comprometo-me a acatar angústias e questões que nossa comunidade de amigos tenham a endereçar... envie suas ideias para meu email (idestro@yahoo.com.br ou ivianalfa@gmail.com ) ou deixe um comentário aqui no blog (para quem conseguir! hahaha!)...
Grande abraço!

terça-feira, 19 de julho de 2011

A escrita não é um produto escolar

Acompanho a ansiedade de alguns pais para que seus filhos passem a receber logo um ensino sistematizado de leitura-e-escrita, o que geralmente inicia-se para alunos entre os 5 e os 6 anos. Devemos ter consciência de que embora as crianças menores não estejam aprendendo formalmente a ler-e-escrever, elas também estão desenvolvendo esse aprendizado...ele começa em casa, na rua, no museu, no cinema, nos cartazes da escola etc.
A escrita não é um produto escolar, mas sim um objeto cultural, resultado do esforço coletivo da humanidade. Como objeto cultural, a escrita cumpre diversas funções sociais e tem meios concretos de existência (especialmente nas concentrações urbanas). O escrito aparece, para a criança, como objeto com propriedades específicas e como suporte de ações e intercâmbios sociais. Existem inúmeras amostras de inscrições nos mais variados contextos (letreiros, embalagens, tevê, roupas, periódicos etc.). Os adultos fazem anotações, leem cartas, comentam os periódicos, procuram um número de telefone etc. (Emilia Ferreiro, Reflexões sobre alfabetização. São Paulo: Cortez, 2010.)
As crianças desde cedo mostram-se muito curiosas sobre a linguagem escrita e passam a criar hipóteses para compreendê-la. Heitor, meu filhote de 3 anos, está muito curioso pelas letras e aponta-as e exclama algumas delas o tempo todo... e o Victor, de 1 ano, para imitá-lo, começou a apontar cartazes (logicamente, ele não faz distinção entre letras e figuras, se o fizesse, eu o mandaria para Harvard no próximo semestre!!!)
Estamos imersos num mundo de palavras, preste atenção nas hipóteses que seu filhote faz sobre elas. Você pode começar como um jogo de adivinhas: crie uma brincadeira com títulos de livros que vocês leem comumente, desafie-o a interpretar as palavras... mas, por favor, com muita fruição e sem burocracia! 

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Conversa com minha pequena amiga Luana, ou, o que é Literatura?


-Tia Ivian, você é professora de quê?
-No Brasil, eu era professora de Literatura.
-O que é Literatura?
-Literatura é a reunião de certos livros que as pessoas escrevem. Esses livros são especiais e com o tempo cada vez mais as pessoas os querem ler. Às vezes eles são especiais porque contam a história de um jeito envolvente, outras vezes de um jeito diferente, brincando com o jeito de contar. Esses livros podem ser de poemas, de histórias longas, de histórias curtas, de reflexões sobre as coisas da vida... tem uma porção de formas de escrever Literatura. É importante na Literatura o jeito de escrever, como as palavras estão arranjadas no texto: às vezes de um jeito bonito, outras emocionante, ou também de um jeito que intriga as pessoas, deixa elas pensando...
Pequena amiga, gostei muito da nossa conversa e ela continuou dentro de mim...
Gostaria de lhe dizer que a Literatura nasceu da necessidade que as pessoas têm de contar histórias, sempre reinventando as coisas que acontecem ou inventando coisas fantásticas que só podem acontecer no mundo da imaginação e das palavras.
Lembrei-me também de que você já conhece muitas histórias da Literatura. Você já leu Chapeuzinho Vermelho, A branca de neve, A cinderela ou O pequeno polegar? Todas essas histórias foram inventadas há muito tempo pelos Irmãos Grim e são lidas e recontadas desde então porque as pessoas acreditam que elas são muito boas e por isso são chamadas de Literatura.
         Até a próxima!

Ah! Visite o site da autora brasileira Ruth Rocha. Lá você vai encontrar alguns de seus livros, jogos com palavras e outras viagens interessantes.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Polêmica sobre o livro didático brasileiro


Minha gente, tenho recebido e-mails instigando-me a comentar sobre a polêmica do livro didático no Brasil. Infelizmente, ainda não tive acesso ao livro e não posso comentar sobre o que não li... mas compartilho três links com comentários de pessoas que conheço e admiro. Duas entrevistas esclarecedoras sobre o assunto, uma do professor Dr. Ataliba Castilho (linguista, gramático e professor aposentado da USP e UNICAMP) e outra do professor Dr. José Luiz Fiorin, linguista e professor da USP. Há ainda o comentário intrigante do linguista e professor da UNB, Marcos Bagno, um mestre sobre o assunto preconceito linguístico.
Sei que é muita informação, mas para mim, esses textos colocaram todos "os pingos nos is".
A bênção professores!




Obs: si ocê quisé passá lá em casa pra dois dedinho de prosa sobre o assunto, tem sempre bolo e café cum leite prá animá a tarde. Afinar, é bom sê caipira, sô!