segunda-feira, 30 de setembro de 2013

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Multiculturalismo como princípio curricular


Sonia Nieto (Nieto, 2002) observou que, nos Estados Unidos, os estudantes bilíngues oriundos de minorias geralmente vivem um conflito ideológico, pois há uma mentalidade predominante de exclusão na construção de identidades.
Essas crianças e jovens são implicitamente impelidos a escolher pertencer a uma minoria, ou ser americano: ou um ou outro”. A ideologia dessa mentalidade é a assimilação, pois para pertencer à identidade americana, as crianças e jovens abandonam a cultura, a identidade e a língua de suas famílias. Muitas vezes, esse processo é gradativo e se inicia com a entrada da criança na escola.
            Por que crianças e jovens bilíngues oriundos de minorias não podem pertencer a múltiplas culturas? Por que eles não podem assumir uma identidade híbrida? Essas questões são levantadas por professores e estudiosos que entendem identidade e cultura como pertencimentos múltiplos e mutáveis. É fundamental que professores, coordenadores, comunidade e sociedade compreendam que as crianças e jovens de famílias minoritárias participam simultaneamente de duas ou mais culturas.
De forma a combater a ideologia de assimilação, Nieto defende que uma educação multicultural seja um princípio curricular para todos os estudantes e não apenas para aqueles oriundos de minorias. Esse princípio rejeita todas as formas de discriminação nas escolas e na sociedade e está baseado na afirmaçpio curricularuralismofases, desde o estabelecimento de princão da pluralidade pelos professores, pelos estudantes, pelas comunidades e pela sociedade. Para representar uma sociedade diversa, o  conceito de multiculturalismo deve permear a elaboração do currículo em todas as duas fases, desde o estabelecimento de princípios norteadores até a seleção de conteúdos e métodos.
As escolas comunitárias e os professores de língua de herança também devem sustentar seus currículos numa educação multicultural. Consequentemente, é preciso que o professor, o coordenador e o administrador combatam o discurso da assimilação não impondo os limites de suas próprias identidades, mas afirmando um pertencimento plural.
Referência:
Nieto, S. (2002). Language, culture, and teaching: Critical perspectives for a new century. Mahwah, NJ: Lawrence Erlbaum Association.